cuba Dancefloor Caballeros é um „roadmovie“ digital sobre uma turnê de vários músicos e artistas de Havana por toda Cuba, para tocar música eletrônica pela primeira vez fora da capital.

Quando o diretor observou a cena da música eletrônica de Havana, ele sempre ficou curioso em saber como esta música seria assimilida por pessoas que moram longe de qualquer influência do turismo.

Como eles vêem seus compatriotas da capital?
Como pessoas que chagaram de Marte?
Ou normal?

Estão abertos pra esse tipo de música?

O que eles acham dessa música que, „tem festas com mais de um milhão de pessoas, broder!“(Michel)

Que tipo de música eles escutam?

O movimento global que é o tecno, será que é uma resposta à „globalização neo-liberal injusta“(fidel)?

Ou o tecno apenas ajuda a globalização por destruir preferências musicais locais?

Quão cubano é o tecno em Cuba?

Ese filme é mais uma documentação sobre a vida de jovens em Cuba do que um documentário sobre música elétronica. A música eletronica é o que nos leva a conhecer as pessoas do país.

Queremos jogar os espectadores no olho do furacão que é a vida em Cuba, quase participar das historias enquanto elas se desenvolvem, ter a possibilidade de ver a vida em Cuba à partir de novos ângulos.

A especialidade estilística deste filme é que ele conta sua história com imagens. Parece quase ficcão, não tem entrevistas, nem voz em off.

Tentamos contar a história mais com imagens que com palavras. Assim mesmo, os cubanos falam muito, é claro.

Filmamos con duas câmeras. Mark Wittek fez a primeira câmera, Dirk Böll fez a segunda.

A gente tomou a liberdade de caricaturar, acentuar ou abstrair coisas. Mas nunca inventamos algo que não esteve lá. Tratamos os nossos protagonistas com todo o respeito.

Os meios artísticos só ajudam a dar ênfase a certos detalhes, deixá-los mais visíveis.

A forma sempre seguiu a história. 

Os cubanos tinham planejado uma rota que foi alterada diariamente de acordo com os problemas que surgiam. A gente não interferiu nos acontecimentos, simplesmente filmamos o que acontecia. Já foi dito no conceito que a gente ficaria em Havana pra rodar o filme mesmo se a turnê não acontecesse. Os cubanos só receberam um punhado de dinheiro, um projetor e um laptop emprestados para o VJCuba, e a liberdade de realizar seus sonhos.
Assim, conseguimos filmar as histórias e a vida em Cuba da forma mais pura possível.

O filme oferece uma perspectiva cômica e carinhosa da vida do dia-a-dia de jovens em Cuba,
de um jeito moderno e interessante.

Poderemos assistir às coisas com muito pouca distância, encontrar diferenças com a nossa própria vida e talvez até sermos inspirados por nossos „compañeros cubanos“ que nunca desistem.

„A gente não diz se é melhor ou pior, dizemos que é diferente – Se lhes inspirarmos um pouco, melhor pra todos!“ como dizia Peter Teekamp no filme anterior do director.

O filme representa o crú, a improvisação da vida cotidiana na ilha. O espectador tropeça por Cuba assim como tropeçam os cubanos. As câmeras mostram sempre a peculiaridade cubana das situações.

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